Muhammadiyah declarou os cigarros electrónicos e o vaping como proibidos numa fatwa emitida recentemente pela segunda maior organização muçulmana do país.

O conselho executivo central da organização tarjih (legislação) e tadjid (reforma) delineou a fatwa num decreto sobre cigarros electrónicos emitido a 14 de Janeiro em Yogyakarta.

Wawan Gunawan Abdul Wahid, membro da fatwa do conselho e da divisão de desenvolvimento de orientação, disse que a fatwa foi emitida para sublinhar a posição de Muhammadiyah contra todos os tipos de cigarros.

“Vaporizar cigarros electrónicos é proibido, assim como fumar cigarros convencionais, porque é categorizado como uma forma de consumo que pode prejudicar ou colocar em perigo a saúde do utilizador”, disse Wawan na sexta-feira, segundo declarações a tempo.co.

“Como os cigarros convencionais, os cigarros electrónicos contêm substâncias viciantes e produtos químicos tóxicos”, disse Wawan, enfatizando que os cigarros electrónicos eram tão perigosos quanto os cigarros convencionais.

“Aqueles que não fumam não se devem influenciar ou os seus familiares vaporizar cigarros electrónicos, enquanto aqueles que já são fumadores activos devem tentar o seu melhor para parar“, disse Wawan.

Ele também disse que Muhammadiyah teria aconselhado o governo central e os governos regionais a instituir uma proibição total de produtos de tabaco e cigarros electrónicos, incluindo a proibição de vendas, distribuição, anúncios, promoções e patrocínios.

Muhammadiyah é, de longe, o primeiro do maior grupo islâmico do arquipélago a declarar uma fatwa contra o vaping. A maior organização muçulmana do país, Nahdlatul Ulama (NU) e até o Conselho Ulema Indonésio (MUI), ainda não emitiram uma fatwa que declara estritamente os cigarros electrónicos como proibidos.

Na Malásia, o Conselho Nacional Fatwa declarou os cigarros electrónicos e o vaping como proibidos em 2015, argumentando que os produtos eram “prejudiciais à saúde”, informou o New Strait Times.

Ver Fonte